O blog mudou para: http://www.vazio-constitutivo.blogspot.com
- Postado por: Lucy - in the Sky às 12h47 [ ] [ envie esta mensagem ]
É uma idéia, algum dia. Nas minhas lágrimas, meus sonhos. Você não quer vê-la provar? Uma vida sem mal. Você e eu… você e eu e os dominós… o dia passa… Você e eu no lugar certo. Passando o tempo com dominós… Um dia tão escuro, tão prazeroso, uma vida sem mal. Você e eu e os dominós… o tempo passa… Fogos de artifício e calor, algum dia. Segure uma concha, um galho ou algum passatempo… Eu ouvi, sem querer, uma cotovia hoje. Enlouquecendo enquanto minha mente está distraída. Você não quer saber, com o seu cabelo bonito? Estique as mãos, sinta-se feliz… como um eco do seu caminho. É uma idéia, algum dia. Nas minhas lágrimas, meus sonhos. Você não quer vê-la provar? Uma vida sem mal. Você e eu… você e eu e os dominós… o tempo passa. E passa… e passa…
(Syd Barrett) - Postado por: Lucy - in the Sky às 21h37 [ ] [ envie esta mensagem ]
In the Desert
No deserto - Postado por: Lucy - in the Sky às 22h05 [ ] [ envie esta mensagem ] O passos seus, os saltos não sabiam que dançariam a valsa. E eu me lembro do seu rosto no meu ombro, fez um horizonte pro Sol que já não havia. Se foi com o dia por trás dos morros, ficou pra sempre dentro no meu corpo, o seu corpo. Me esquecendo em sua pele, o amor nos convidou... Depois você tirou as botas e completamente linda adormeceu. O sono é a poesia com um texto tátil. Embarcamos pra fazer a última viagem. E eu me lembro do seu rosto, do seu gosto, dos seus dedos que entre os meus se confundiam e pareciam ser um do outro. Entrou pra sempre dentro do meu corpo, o seu corpo, se escrevendo em minha pele. O amor nos perguntou e nós dois dissemos que fim. Ficou pra sempre dentro no meu corpo, o seu corpo. Me esquecendo em sua pele, o amor nos convidou... (Nando Reis) - Postado por: Lucy - in the Sky às 13h23 [ ] [ envie esta mensagem ] Minha alma não dança ao som do jazz... foram os blues que chegaram.
Oh, baby... the blues... - Postado por: Lucy - in the Sky às 19h33 [ ] [ envie esta mensagem ]
Um pouco de Quintana. Um pouco de Mário. Um pouco de poesia... e provocação. Poesia
Ah! Os relógios Porque o tempo é uma invenção da morte: Inteira, sim, porque essa vida eterna E os Anjos entreolham-se espantados
Bilhete
Dos mundos
Exame de consciência
Evolução - Postado por: Lucy - in the Sky às 23h28 [ ] [ envie esta mensagem ] Lucy in the sky Acorde-me quando o dia clarear. Mostre-me - Postado por: Lucy - in the Sky às 17h53 [ ] [ envie esta mensagem ] Quando a ferramenta se torna mais importante do que o próprio homem.
Sim. Encaremos. Nós vivemos para acumular papel. Ou melhor, não vivemos, nos vendemos. O que seria o dinheiro senão um pedaço de papel – inventado pelo próprio homem – o qual todo mundo decidiu acreditar que vale mais do que qualquer outro pedaço de papel? Tem-se tudo com papel. “O homem inventa as ferramentas e as ferramentas reinventam o homem”*. Eu digo, pois, que a maior invenção desde o homem de Neandertal e o homem de Cro-Magnon não foi a roda, foi o papel. O papel deve ter um p*tu ego. Ver a suposta raça dominante e inteligente, o erro genético que superou o chimpanzé, se matando e se mordendo e se destruindo e babando de ambição só por causa dele. Que honra! Cada um de nós escolhe o pedaço de papel no qual vamos acreditar mais. E assim, os símbolos se tornam fatos e realidade, pelos quais vale a pena se matar, ou melhor, se deixar matar ou ainda, deixar de viver em essência.
*do filme Nós que aqui estamos, por vós esperamos, de Marcelo Masagão. - Postado por: Lucy - in the Sky às 17h24 [ ] [ envie esta mensagem ]
Dando a luz à uma estrela bailarina! - Postado por: Lucy - in the Sky às 22h33 [ ] [ envie esta mensagem ] "Meu All Star azul combina com seu preto de cano alto."
Quem quer nascer tem que destruir um mundo. Hermann Hesse. Mas podia muito bem ter sido eu. Deus está morto, e fomos nós que o matamos. Chegou a hora do homem, ou melhor do super-homem. Nietzsche. Essa eu acho que não poderia ter sido eu não, quer dizer, não desmerecendo o Hermann Hesse, claro que não, aliás, outra do Hermann Hesse que também poderia ter sido eu está bem guardada e escrita por aí nas costas das pessoas. Não, não é necessário entender. A gente só entende o que está dentro de nós, todo o resto é imperceptível. De novo sendo Hermann Hesse. Aliás, Steppenwolf me lembra aquele moço do “Booorn to be wiiiild! Get you motor runnin’, head it on the highway!”
Enfim, um pouco de fluxo da consciência nunca matou ninguém, mas não me comparando à Virginia Woolf nem Clarisse Lispector nem nada, meu fluxo de consciência é simples e casual e sem pretensões intelectuais. Embora eu sempre busque por uma tirada inteligente, ou irônica, ou sarcástica, ou prepotente, mas de preferência tudo isso num só, ou nada disso em nada. As pessoas tendem a rir quando ouvem falar do “super-homem”, mas eu entendo, é claro que no nosso primeiro nível de cognição está o cara de capa e cueca vermelha por cima do macacão azul salvando a Louis Lane, eu entendo, eu entendo… ainda assim prefiro o super-homem do Frederico Guilherme, será que Zaratustra usava capas? Enfim… Descobri que eu tendo a chorar. Em momentos sagrados. Makin’ it just too long! Eu descobri! Pelo menos eu penso que descobri! Daqui a um tempo, quando vocês assistirem filmes pelos cinemas, o nome que vai aparecer no final quando a música acabar e os créditos não estiverem mais passando vai ser o meu! Só esclarecendo, não, eu não encontrei nenhuma veia artística não. Nice Latin word that I heard today… Post Scriptvm: Preform your liberty! Cogito ergo sum. Não, não foi Platão, nem Frêud… Não sei o que penso sobre o Descartes. Só sei que perdi o Kevin escrevendo tudo isso. Não vi a Winnie e suas longas madeixas, nem o Paul e seu óculos de Kurt Cobain Bob-Esponja, muito menos ouvi "Whaaat would you do if I sang out of tune? Would you stand up and walk out on me? Leeeend me your ears and I'll…sing you a song, I'll try not to sing out of key... I'll tryyyy with a little help from my friends!" Enjoy the ride! As únicas pessoas que existem pra mim são as pessoas loucas (porque o resto é imperceptível). Quam diria, parceria entre Hermann Hesse e Jack Kerouac. - Postado por: Lucy - in the Sky às 19h28 [ ] [ envie esta mensagem ] Da última vez que ela pulou da janela, ela apenas se virou e sorriu. Você pode pensar que ela iria dizer alguma coisa, mas você teria que esperar um pouco. Ela não se importa. Não, ela não se importa. Ela apenas se vira e desaparece, e eu meio que gosto desse estilo. Um barquinho que flutua em um rio, está entrando em meio a um nevoeiro. Ela chega quando ela quer, lá vai ela de novo. Não tem problema algum. Não, não tem problema algum. O que ela faz, está tudo bem por mim, e eu meio que gosto desse estilo. Vamos. Pra cima e pra baixo. Eu gosto desse sentimento curioso. Eu sei, eu entendo. É como faz de conta. Cubra suas orelhas para você não ouvir o que eu estou dizendo. Eu não estou perdido, mas eu não sei onde eu estou. Eu tenho uma pergunta. Certo. É disso que a gente gosta. Quem sabe, quem sabe o que eu estou pensando? Ela diz que amor não é o que ela buscando, mas todo mundo sabe. Cada vez que ela olha no espelho, ela deixa seus sentimentos transparecerem. Ela não se importa. Não, ela não se importa. Ela apenas se vira e desaparece, e eu meio que gosto desse estilo. Aqui vamos nós de novo. Eu não sei, não sei o que eu estou dizendo. Com certeza eu não me sinto o mesmo. Ela gosta de dizer o que está sentindo. Eu tive uma grande surpresa. Eu sei que é isso que você acha. Ela diz qualquer coisa. Quem sabe, quem sabe o que ela está pensando?
- Postado por: Lucy - in the Sky às 22h16 [ ] [ envie esta mensagem ] Roubado de certo curso de Psicologia...
O Mito da Caverna
Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal forma que são forçados a permanecer sempre para o mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz ali penetre, de modo que se possa, na semiobscuridade, enxergar o que se passa no interior. A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas. Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam no fundo da parede da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportavam. Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna. Que aconteceria, indaga Platão, se alguem libetasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando como caminho ascendente, nele adentraria. Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol, e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo pelo caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade. Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los. Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Extraído do livro "Convite à Filosofia" de Marilena Chaui. - Postado por: Lucy - in the Sky às 19h51 [ ] [ envie esta mensagem ] Depois do longo e tenebroso inverno... digo... verão... Só pra mudar as coisas. Às vezes o mundo nem está de todo perdido, talvez o que se precise é apenas uma mudança de perspectiva. Abrir a percepção. As portas da percepção, como diria William Blake, e aquele cara lá do Doors que vocês todos conhecem... (Vocês todos? Ahn... quem, Andréa? Não faz diferença...) As pessoas se preocupam demais com coisas fora de seu alcance e nao fazem o mínino que está a sua volta para mudar. Não mudar o mundo, mas enfim (o mundo também), mas primeiro mudar seu modo de vida. Enfim (sim, eu faço uso de palavras broxantes e eu me orgulho delas), mais teoria e alguma ação. Tá, pode ser uma ação pequeniníssima (escrever aqui neste blog eu digo), mas são as ações pequeniníssimas que te fazem sentir vivo. Se você não entendeu isso, eu sinto muito, comece a limpar as portas da percepção. Ou não... as portas não devem ser abertas a todos mesmo. Lá vou eu e meu complexo de Hitler. Mas se nem o Nietzsche que era o Nietzsche com todo seu poder de eloqüência se fez entender, o que esperar de mim? Fritz, eu vou te deixar orgulhoso um dia! Haha... Só um pedaço de poema pra pensar... é do alter-ego que habita em mim. Sr. Drummond. O menino Carlinhos para os íntimos...
(... ) Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
- Postado por: Lucy - in the Sky às 16h30 [ ] [ envie esta mensagem ] Vazio constitutivo ainda mais forte...
Acima de tudo, ninguém deveria viver sem cantar Betterman junto com o Pearl Jam e 40.000 pessoas. - Postado por: Lucy - in the Sky às 12h21 [ ] [ envie esta mensagem ] "Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar."
Alguém matou o espírito natalino. Bom, tecnicamente espíritos já estão mortos, anyway, mas dessa vez alguém exorcisou de vez. O Natal morreu. O Natal é a indicação do solstício de verão, no hemisfério sul e do solstício de inverno no hemisfério norte, o último dia do solstício é o dia 25 de dezembro, celebrado pelos pagãos... o cristianismo usou a data para celebrar o nascimento do "ilumidado" ou a "vitória da luz sobre as trevas", aproveitou a data como desculpa pra tirar a atenção das pessoas do paganismo, pra todo mundo virar cristão... tá vendo, é só uma questão de desvendar o mito. Jesus Christ Superstar. Tudo uma questão de mensagens subliminares. Sabe oq mais? A graça acabou. Morreu. Morreu também. Como é o lugar quando ninguém passa por ele? Existem as coisas sem serem vistas? O interior do apartamento desabitado? A pinça esquecida na gaveta? Os eucaliptos à noite no caminho três vezes deserto? A formiga sob a terra no domingo? Os mortos um minuto depois de sepultados? E nós, sozinhos no quarto sem espelho. A SUPOSTA EXISTÊNCIA. Daquele moço lá... que todo mundo já sabe. Às vezes eu sonho com pessoa que já morreram... e elas tão sempre tristes e bravas comigo... Sei lá... enfim...A noite esfriou, O dia não veio, O bonde não veio, O riso não veio, Não veio a utopia E tudo acabou E tudo fugiu E tudo mofou, E agora, José? - Postado por: Lucy - in the Sky às 22h18 [ ] [ envie esta mensagem ]
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